Jovens Advogados: os desafios da era digital e 7 dicas fundamentais!

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Leitura de 10 min

Vou começar este artigo contando uma verdade: é muito difícil alguém começar uma carreira na advocacia sem aquele frio na barriga.

Se você encontrou este texto, provavelmente sabe muito bem do que estou falando.
Não basta ser a carreira com mais profissionais no Brasil, ainda temos diversos desafios diários, principalmente no começo, como jovem advogado.

Além disso, como conversaremos a seguir, o mercado jurídico está sofrendo mudanças decorrentes do avanço das tecnologias, o que exige dos advogados uma postura mais dinâmica  e atenta.

Pensando em tudo isso, separamos alguns conselhos preciosos para ajudar os jovens advogados nesse início de carreira e, ao final, ainda deixamos uma dica bônus imperdível para alavancar essa nova jornada. 

Quais foram as grandes mudanças na Advocacia?

Você pode ser jovem e não ter vivenciado isso, mas acredite: há um tempo (e não tão distante) era preciso ir aos fóruns para protocolar as petições fisicamente, arquivar os processos em pastas e imprimir infinitos repositórios de jurisprudências para consulta. E imagine: quando se tratava de Agravo de Instrumento, cada página precisava ser carimbada e assinada!

Cansei só de lembrar! Ainda bem que a tecnologia chegou para melhorar tudo isso. 

No entanto, as inovações também trouxeram novos desafios para advocacia.

Atualmente, não basta saber escrever e falar bem, o advogado também precisa ter domínio de diversas ferramentas de informática, como os programas de processo eletrônico, de cálculos e de organização de prazos.

Se você é advogado, provavelmente já teve muita dor de cabeça com o Pje, com o Java, com a organização dos documentos em pdf., entre outros desafios diários.

Poderíamos passar este artigo inteiro falando sobre as dificuldades desses programas, mas esse não é o nosso intuito agora. A questão é que as prioridades na advocacia mudaram. Provavelmente, hoje é mais interessante ter um bom site do que um cartão de visita em papel.

E você, jovem advogado, provavelmente está passando por vários desafios que nem imaginava quando saiu da faculdade.

Quais são as maiores dificuldades dos jovens advogados?

Saber precificar corretamente o serviço.

Uma grande dificuldade dos jovens advogados é saber estipular os honorários advocatícios e ainda demonstrar para o cliente que o valor está adequado aos serviços que serão prestados.

Tenho certeza que você não quer ser escolhido pelo cliente justamente porque apresentou a menor proposta de preço.

A conta não é simples, mas tenha em mente que deve sempre existir uma proporcionalidade entre a qualidade do serviço e o valor. Se o caso é complexo, não seria ético cobrar um preço baixo e depois apresentar uma petição medíocre. 

Expectativas de receitas financeiras.

Mesmo que sejam cobrados honorários contratuais iniciais, sabemos que os grandes resultados só vem depois de alguns anos, com o julgamento das ações e fase de execução. Contudo, os boletos não esperam a expedição de alvará, não é mesmo?

Se organizar quanto a essas receitas futuras, assim como controlar o fluxo de caixa, é uma grande dificuldade no início da advocacia. Espero que a dica 6 lhe ajude com isso.

Insegurança com as primeiras causas.

Isso, sem dúvidas, é uma dificuldade inevitável, afinal, por melhor que seja a preparação que a faculdade nos proporciona, os casos que surgem na prática da advocacia normalmente não tem uma solução exata nos livros.

Por essa razão, inclusive, existem programas de parcerias com profissionais mais experientes, que auxiliam o trabalho intelectual do jovem advogado, ajudando com a redação e revisão de petições, assim como condução de audiência e negociações.

Organização de prazos.

Outra grande dificuldade do jovem advogado é a organização das tarefas que vão surgir, na medida em que for captando novos clientes. São datas fatais para apresentação de recursos, prazos prescricionais, horários de audiência e reuniões…

De fato, a organização de tarefas é indispensável para um bom advogado e isso não se aprende na faculdade.

Entretanto, ainda que você não seja organizado por natureza, não se desespere! Sempre existe uma solução e tenho certeza que a última dica vai lhe ajudar nisso. 

Dicas para facilitar esse início na advocacia.

1. Encontre sua área de afinidade.

Mesmo que nesse início seja interessante manter seu campo de atuação mais amplo, nada impede que você já comece a estudar os assuntos que mais lhe animam para atuar. No futuro, esse estudo aprofundado lhe proporcionará mais facilidade para desenvolver teses ou captar clientes por ser referência na área.

2. Mantenha-se antenado às transformações.

A tecnologia é um grande acelerador de mudanças. Isso porque, o mundo está sendo redesenhado a todo tempo por conta das inovações que surgem a cada instante.

Os avanços tecnológicos exigem que as pessoas aprendam mais rápido, sejam eficientes e desenvolvam a capacidade de adaptar-se às novas situações.

Nesse passo, o impacto da tecnologia na vida das pessoas gera novas repercussões jurídicas, que nós advogados  devemos estar sempre atentos. Por exemplo, o direito digital, que era pouco comentado, tem ganhado muito espaço nos últimos anos. 

Hoje já se fala muito em startups, big data, inteligência artificial, nanotecnologia… Imagina quais assuntos novos virão nos próximos anos ou até próximos meses.

3. Atualize-se!

Novidades legislativas surgem o tempo todo e algumas são extremamente importantes. Por exemplo, você já está por dentro da Nova Lei de Proteção de Dados? Sabe todas as mudanças trazidas pela Reforma Trabalhista?

Quando surge uma novidade legislativa relevante, ela vira assunto até para o público leigo (possíveis clientes). Imagine se o seu vizinho empresário encontra com você no elevador e acaba perguntando sobre trabalho intermitente. Se você não souber responder, pode acabar perdendo a chance de captar uma ótima empresa como cliente.

Além disso, partindo para casos extremos, não há nada mais feio do que apresentar na petição um entendimento já superado ou uma lei revogada. E, não existem desculpas para se manter desatualizado, uma vez que o conhecimento jurídico é muito acessível. 

Adquira novos livros (inclusive e-books), acompanhe as notícias dos Tribunais Superiores e nunca deixe de verificar a versão mais recentes da lei ou jurisprudência que você for citar.

4. Escute bastante.

Às vezes o seu cliente chegará para tratar sobre o processo, porém, conversando sobre outros assuntos, acabará expondo novos problemas jurídicos, que possivelmente você poderá auxiliar e gerar novas demandas. 

Assim, veja a conversa com o seu cliente como uma oportunidade para entender melhor a realidade dele e possivelmente oferecer outros serviços, já que muitas vezes essa necessidade existe. 

Não obstante, mesmo que a conversa não gere novos honorários, tenha em mente que servirá para estreitar a relação com o cliente, assunto da próxima dica. 

5. Dedique-se ao relacionamento com o cliente.

Quando uma pessoa contrata um advogado, ela está depositando sua confiança para que esse profissional cuide de algum bem importante na sua vida. Sabendo de toda a relevância do nosso trabalho, além da excelência técnica, devemos buscar compreender as necessidades do cliente, bem como manter uma comunicação clara e constante. 

Seja aquele advogado que mantém seu cliente devidamente informado dos andamentos processuais, com uma linguagem acessível ao público leigo (nada de juridiquês!).

Além disso, alinhe com o seu cliente qual é o melhor meio de comunicação, se é por telefone, e-mail, whatsapp ou outro.

Um cliente satisfeito fortalece sua imagem de bom profissional e é uma porta de entrada para novos clientes.

6. Estude gestão e marketing!

Entenda, jovem advogado, que você de certa forma também é um empresário. Por esse motivo, para crescer na advocacia, não adianta focar apenas no conhecimento jurídico.

Gerenciar o seu escritório como uma verdadeira empresa também lhe ajudará a entender melhor os calos do seu cliente pessoa jurídica e não ser aquele advogado que só sabe falar da lei de forma teórica.

Sobre o marketing jurídico, considerando todas as restrições e impedimentos do nosso Código de Ética, é necessário pensar em uma estratégia adequada, o que vai lhe exigir esforços e recursos. Não é tão simples como parece e, se você quiser fazer um marketing bem feito, terá que ler um pouco sobre branding, inbound marketing e técnicas de copywriting.

7. Não ande sozinho.

Não sei se você já esbarrou com algum advogado que vê todos os outros como seus concorrentes. Não precisa ser assim. Há espaço para todos, até porque praticamente tudo gera alguma repercussão jurídica e, consequentemente, necessidade de assessoria.

Pense que os colegas de profissão, mesmo que não sejam seus sócios, muitas vezes podem lhe ajudar a atender algum cliente. Digamos, por exemplo, que você é especialista em direito tributário, mas não entende muito de direito do trabalho. Nada impede que você encontre um parceiro que atenda a essa área do cliente com quem você está negociando.

Também pode ocorrer de você não ter limitações com nenhuma área do Direito, mas não sentir segurança para responder algumas consultas mais complexas do seu cliente. 

Para todos os casos, você pode encontrar alguma parceria que fique responsável por revisar seus pareceres ou mesmo elaborar peças mais complexas.

DICA BÔNUS: Busque sempre novas ferramentas digitais.

Como falamos no início deste artigo, aquele modelo de advocacia, no qual se atraia o cliente apenas pelo “boca a boca” e que todas petições eram impressas, mudou!

A tecnologia revolucionou praticamente todos as formas de trabalho e não seria diferente na advocacia.

Por isso, a dica preciosa que temos para lhe dar é aproveite as inovações tecnológicas ao seu favor.

As inovações tecnológicas pode lhe ajudar desde a parte comercial até a execução de prazos.

Por exemplo, existem diversos software jurídicos para organizar seus processos e publicações, mantendo tudo acessível no computador ou celular. Não vá me dizer que você, jovem advogado, prefere usar o Excel!?

Hoje também temos aplicativos que organizam a agenda de reuniões e até permitem que essa seja feita de forma virtual, como é caso das ferramentas do google suite.

Sobre documentos, não podemos deixar de lembrar que não faltam programas que ajudam a digitalizar, organizar os arquivos pdf. e outros que permitem até a assinatura eletrônica de contratos e recibos.

Agora quanto ao marketing, que já falamos da importância na dica 6, pense nas formas que o seu futuro cliente pode chegar até você, através da internet.

Com certeza, refletindo um pouco, você não vai se imaginar sem um site com um conteúdo interessante, que mostre todas as suas qualidade, como o conhecimento para escrever sobre algum tema jurídico. Sim, um site é essencial! 

Pensando nisso, vale a pena dar uma olhada na plataforma MailChimp, que lhe ajudará com o envio de e-mail para os seus atuais clientes ou para aqueles que assinarem uma newsletter no seu site.

Já se você estiver investindo em redes sociais, mas não tiver habilidades artísticas, o site Canva poderá lhe ajudar a criar bonitas postagens ou até mesmo a criar sua marca.

Assim como eu poderia passar o artigo inteiro falando sobre as dificuldades, também poderia falar dos milhares de aplicativos que existem para aprimorar o nosso trabalho como advogado.

Espero que essas dicas lhe ajude e, principalmente, desperte o interesse por se aprofundar nessa busca por uma advocacia mais estratégica e moderna.
Para receber os próximos artigos em primeira mão e se manter atualizado, que tal assinar gratuitamente a nossa newsletter? Enviaremos semanalmente novos artigos, notícias e informativos diretamente no seu e-mail!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima